"Quero voar pra bem longe,
Mas hoje não dá,
não tenho o que pensar,
E nem o que dizer.
Só nos sobrou do amor
A falta que ficou..."
Os Barcos - Renato Russo
Nostalgia é a palavra...
Sentimento confundido com saudade, com esperança, com recordações...
Que tudo volte a ser o que era é o desejo de quem sonha acordado, de quem pensa na vida, de quem vive esperando que o sol volte amanha...
As vezes o peito se fecha, encolhe, e o coração parece não ter espaço pra dentro... parece que pulsa, que se agranda e definitivamente voa pra perto de quem o espera...
Voar...
Fechar os olhos e sair de si... Desejei por quantas vezes ter esse dom de sair por ae vendo coisas novas e diferentes, ou a unica coisa igual, e bela, que me encanta o olhar... Olhar esmeralda espelhando mistérios...
Tenho saudade...
Nostalgia...
Enfim, desejo estar sempre por perto quando se precisar...
Vou lutar pelo que é meu, e não vou perder quando essa hora chegar...
Está tudo planejado...
quarta-feira, 20 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
... Somos pássaro novo longe do ninho ... (Renato Russo - Eu Sei )
Um dia me falaram em liberdade... um dia eu tentei entender essa tal liberdade e todo o sentimento que a cerca... De fato, rodei, rodei, e não cheguei a lugar algum.
Como em bom sumir de si, me disseram... Desligar-se da rotina, do cotidiano, do ir e vir de dias e dias onde tudo eh muito igual, onde tudo é somente uma sequencia de dias e dias, em um sentido aparente, onde tudo é igual e as coisas as vezes nos cansam o viver...
E simplesmente sair...
Libertar-se da vida, dos dias iguais, dos rostos iguais e opiniões (insignificantes) iguais. Apenas deligar, num botão ON/OFF de rotina.Então pude entender o tal sentimento que me disseram...
Aterrei as energias que não me faziam bem, e descarreguei.
Simplesmente parti pra fazer coisas que antes não fazia...
Parei numa praça, sentei num daqueles bancos de concreto, e olhei o ir e vir de pessoas que sequer sabiam que eu existia... Uma senhora saia de uma farmacia, um senhor andava apressado com uma maleta e uma bicicleta, algumas crianças jogavam bola descalças na quadra de areia, um gato sonolento encima de um muro deixava transparecer a calmaria de quem ja estava habtuado ao barulho e a rotina do lugar onde estava...
Me senti livre...
Afinal não conhecia ninguem... somente estava ali, num lugar qualquer, fazendo nada e olhando as coisas se transformarem e o tempo passar...Me senti bem, feliz... LIVRE...Por um momento eu não era ninguém... por um momento senti vontade de fazer coisas sem importância, sem se importar se me chamariam de louco, ou sei lá, inconsequente.
Senti vontade de caminhar pelas calçadas e gritar nas portas das lojas, tocar campainhas e correr, senti a alegria de comprimentar alguem mais velho, ver o seu sorriso estampado na face, ouvir um "estou bem, e você?" de alguem que nunca vi... Falar coisas sem sentido, falar alto, FALAR SOZINHO, cantar musicas que eu gosto, viajar nos pensamentos, não me importando se gostaria ou talvez deveria voltar...
Voltei, pra minha rotina, pras minhas coisas, o trabalho, os cursos, pra minha vida... Mas quando acordei meu dia começou diferente, abracei pessoas que eu amo e disse: EU TE AMO... coisa que nunca fiz assim, por nada... só por fazer...
Acho que preciso mais disso, preciso mais de ser ninguem, mais um... nao me importar se as pessoas gostam de mim ou não, simplesmente não me importar...Não me Importo mais... acho que agora eu sei que sempre que precisar... em algum lugar eu vou ser quem nunca fui... e o que sempre quis ser... Tudo para alguem, mas um só para o resto do mundo...
Precisamos mais dessas conversas neh?
(Don Paysano)
Como em bom sumir de si, me disseram... Desligar-se da rotina, do cotidiano, do ir e vir de dias e dias onde tudo eh muito igual, onde tudo é somente uma sequencia de dias e dias, em um sentido aparente, onde tudo é igual e as coisas as vezes nos cansam o viver...
E simplesmente sair...
Libertar-se da vida, dos dias iguais, dos rostos iguais e opiniões (insignificantes) iguais. Apenas deligar, num botão ON/OFF de rotina.Então pude entender o tal sentimento que me disseram...
Aterrei as energias que não me faziam bem, e descarreguei.
Simplesmente parti pra fazer coisas que antes não fazia...
Parei numa praça, sentei num daqueles bancos de concreto, e olhei o ir e vir de pessoas que sequer sabiam que eu existia... Uma senhora saia de uma farmacia, um senhor andava apressado com uma maleta e uma bicicleta, algumas crianças jogavam bola descalças na quadra de areia, um gato sonolento encima de um muro deixava transparecer a calmaria de quem ja estava habtuado ao barulho e a rotina do lugar onde estava...
Me senti livre...
Afinal não conhecia ninguem... somente estava ali, num lugar qualquer, fazendo nada e olhando as coisas se transformarem e o tempo passar...Me senti bem, feliz... LIVRE...Por um momento eu não era ninguém... por um momento senti vontade de fazer coisas sem importância, sem se importar se me chamariam de louco, ou sei lá, inconsequente.
Senti vontade de caminhar pelas calçadas e gritar nas portas das lojas, tocar campainhas e correr, senti a alegria de comprimentar alguem mais velho, ver o seu sorriso estampado na face, ouvir um "estou bem, e você?" de alguem que nunca vi... Falar coisas sem sentido, falar alto, FALAR SOZINHO, cantar musicas que eu gosto, viajar nos pensamentos, não me importando se gostaria ou talvez deveria voltar...
Voltei, pra minha rotina, pras minhas coisas, o trabalho, os cursos, pra minha vida... Mas quando acordei meu dia começou diferente, abracei pessoas que eu amo e disse: EU TE AMO... coisa que nunca fiz assim, por nada... só por fazer...
Acho que preciso mais disso, preciso mais de ser ninguem, mais um... nao me importar se as pessoas gostam de mim ou não, simplesmente não me importar...Não me Importo mais... acho que agora eu sei que sempre que precisar... em algum lugar eu vou ser quem nunca fui... e o que sempre quis ser... Tudo para alguem, mas um só para o resto do mundo...
Precisamos mais dessas conversas neh?
(Don Paysano)
terça-feira, 14 de abril de 2009
OLHARES DA VILA, ENCANTO DE FLOR
(Lucas Ávila de Oliveira)
Era um misto de encanto e mistério
Aqueles olhares tristes,
Duetando com o sorriso,
Do formoso rosto moreno,
De menina, flor, mulher...
Arredios, ariscos, perfeitos...
Os seus olhos eram espelhos.
Que ao aprofundar a mirada
Encontraria-se, por certo,
Tudo o que se havia de sonhar...
Assim então, quando chegou,
Causou frenesi nos vileiros,
Não era costume no povo
Se ver tamanha beleza,
Escondida num só encanto,
Num só rosto, num só olhar...
O jeito com que, pelas manhãs,
Mesmo nos dias frios
Saia às caminhadas, pelas ruas da vila,
Perdiam-se nos bailados,
Dos cabelos negros e lisos,
Os que ficavam a admirar.
Ana era dessas moças,
Que trazia o sol no sorriso
E se fosse ainda preciso,
Trazia a lua no olhar,
Ana era dessas meninas
Que queriam o mundo pra seu
Um rancho pra ser descanso,
E um coração pra morar...
Ana, desde menina,
Queria ser como o vento,
Conhecer os campos e povos
Que ouvira falar nos jornais,
Era uma pequena de sonhos,
Às vezes Terra, ou Cambará,
Das missões, flor dos trigais...
Um dia a flor do povoado
Sem razão, informe ou recado,
Parece que não desabrochou.
Como visita rotineira,
De colibri nas corticeiras
Ana, desta vez, não passeou...
Mas todos notaram a presença
De um índio que há pouco chegara,
Num flete, estrela na cara,
Outra estrela no olhar...
Bota garrão-de-potro,
Nazarena, adaga e chiripá,
O índio pealou a donzela
Como fazia "en los pagos de allá".
Pouco disse, mas sabiam,
Pois na voz trazia a essência,
A mais rude descendência
De quem vive pelo mundo,
A domar xucros e donzelas.
Pra deixar esperar nas janelas
Os corações em aperto profundo...
E outras manhãs vieram
Cada uma de diferentes tristezas
Faltava a doce beleza,
Faltava o cheiro da flor.
A vila murchou como fazem
As plantas sem o brilho do sol
Quando contaram que Ana
Fugira com o espanhol.
Ninguém até hoje acredita
Na historia da menina princesa
Que trazia um jeito de indefesa
Mas olhava o mundo de frente,
Ninguém acredita da historia
Que ainda se conta no povo
E mora nos recuerdos da gente.
Ana queria ser como o vento.
E como o vento se foi,
Muitos perguntaram depois
Mas ninguém soube responder
Ana, agora mulher,
Deixou para trás a menina
A morar apenas nas retinas
Dos Sóis de um amanhecer...
***
Dos mais velhos, dos melhores...
Abraços, Don Paysano!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Por Saber da Minha Saudade...
Horas inteiras...
falamos de tudo, de todos,
por horas inteiras...
Me bateu num fim de tarde uma nostalgia, um amargume, uma solidão.
não por haver perdido tempo, que em outros tempos seriam bem mais proveitosos,
mas por talvez renegar a outros tantos tempos que se foram com o vento, desesperansos...
"Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo...
...então me abraça forte, e me diz mais uma vez que ja estamos distantes de tudo"
(Renato Russo - Tempo Perdido)
"Talvez o tempo não possa ser medido.
Tempo é para viver
E ser vivido;
E a medida
É o que se faz na vida.
Por isso o tempo é sempre dividido.
Há tempo de brincar
De faz de conta;
Há tempo de plantar e de colher,
Tempo de florescer, tempo de amar;
Há tempo de sorrir
E de chorar...
Ou será apenas tempo de viver? "
(Colmar Duarte - Tempo de Viver)
Assim me aquietei hoje, com meu proprio tempo, após esse que a pouco passou, se findou...
voltei ao passado, como há muito fazia...
ouvi novamente as vozes que sempre me mostravam um caminho pra seguir...
As mesmas vozes, me pedindo pra parar...
Talvez por isso minha inquietude se faz mais dolorida.
Por saber que tenho todos os remédios pra curar esses belos sonhos que me cruzam a mirada,
mas que sempre me deixo ir, e voltar, e rever novos sonhos,
e sentir outros aromas, mas voltar sempre pra um mesmo lugar...
Aqui me pego novamente triste, novamente frio... Saudoso, amargo, e calado...
pras minhas dores, pra os meus anseios...
e pras esperanças que me levam pra dentro de mim...
falamos de tudo, de todos,
por horas inteiras...
Me bateu num fim de tarde uma nostalgia, um amargume, uma solidão.
não por haver perdido tempo, que em outros tempos seriam bem mais proveitosos,
mas por talvez renegar a outros tantos tempos que se foram com o vento, desesperansos...
"Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo...
...então me abraça forte, e me diz mais uma vez que ja estamos distantes de tudo"
(Renato Russo - Tempo Perdido)
"Talvez o tempo não possa ser medido.
Tempo é para viver
E ser vivido;
E a medida
É o que se faz na vida.
Por isso o tempo é sempre dividido.
Há tempo de brincar
De faz de conta;
Há tempo de plantar e de colher,
Tempo de florescer, tempo de amar;
Há tempo de sorrir
E de chorar...
Ou será apenas tempo de viver? "
(Colmar Duarte - Tempo de Viver)
Assim me aquietei hoje, com meu proprio tempo, após esse que a pouco passou, se findou...
voltei ao passado, como há muito fazia...
ouvi novamente as vozes que sempre me mostravam um caminho pra seguir...
As mesmas vozes, me pedindo pra parar...
Talvez por isso minha inquietude se faz mais dolorida.
Por saber que tenho todos os remédios pra curar esses belos sonhos que me cruzam a mirada,
mas que sempre me deixo ir, e voltar, e rever novos sonhos,
e sentir outros aromas, mas voltar sempre pra um mesmo lugar...
Aqui me pego novamente triste, novamente frio... Saudoso, amargo, e calado...
pras minhas dores, pra os meus anseios...
e pras esperanças que me levam pra dentro de mim...
terça-feira, 7 de abril de 2009
Sem Mais a Adicionar...
Mas pra’o Antonio, a distância
era um vício, uma doença...
...e de tanto andar sem rumo,
sem ter um lá...um aqui...
sentiu, um dia, a distância
crescer por dentro de si...
era um vício, uma doença...
...e de tanto andar sem rumo,
sem ter um lá...um aqui...
sentiu, um dia, a distância
crescer por dentro de si...
(Guilherme Collares - Para Entender a Distância No Coração de Um Tropeiro)
Não senhores, não vou falar de sonhos,
de pátrias e bandeiras, nem tão pouco lamentar amores, sou dores...
de pátrias e bandeiras, nem tão pouco lamentar amores, sou dores...
cheguei pra contar historias, falar do tempo,
dos sentimentos que mudam tudo, que mudam pouco...
que levam embora outros tantos sentimentos...
apenas deixar a alma transcender por entre as vozes,
de tantos sabios poetas, cantadores, guitarreiros...
deixar a voz ditar regras, plantar hinos, calar fundo...
talvez numa saudade contida, entenda enfim o que busco,
talvez o rumo dos ventos enfim me mostre o caminho...
mas enquanto toco meu tempo, assim, sem razoes nem sentido
vou versejando o que quero, do que sei, do que procuro...
Se acheguem patricios, puxem um cepo, toma um mate...
Se acheguem patricios, puxem um cepo, toma um mate...
Que daqui a pouco alguem solta um verso, ou uma milonga campeira...
Don Paysano
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