sábado, 31 de outubro de 2009


Com permisso ou sem permisso,

Por milonga apeio e canto,
Renasci de um campo santo

Aluimbrado por fogones...

E de gauchos simarrones

Tambem trago a rebeldia
Na sincera melodia

Devo ser um guarani

Que canta e que sente em si
Alma, campo e nostalgia...


Se a verdade galopeia

Noite a dentro, alma afora,

Feito Umbu que hoje escora

A linguagem dos fogones,

Solo gauchos simarrones

Que hermanaram rebeldia

Na sincera melodia

Que teimo em cantar aqui

É porque gaucho nasci,

Alma, campo e nostalgia...


Choro o triste do meu povo

Massacrado tempo adentro,

E busco a força dos ventos

Fechando os olhos pra o mundo.

Meu verso pampa fecundo

Tambem vem do campo santo,

E fez um dia meu pranto

Renascer cá na cidade,

Onde um cantor de verdade

Parou pra ouvir o meu canto.


Era o sabiá andarilho

Do céu de todos os meus,

Do ceu pintado por Deus

Para o olhar de quem sente.

Sabiá de canto dolente

Pousou pra ouvir o que tenho,

E sentiu porque mantenho

As precisoes de cantar.
Não me pessam pra parar

Quem não sabe de onde venho.


Há na verdade do homem
O olhar de quem o criou,

E pra quem nunca escutou

A singeleza dos ventos

Nenhum sabia céu adentro

Deve entender, yo lo creo.

Bueno, componho os arreio,

Por milonga me despesso

E quem não sabe o que peço

Vá descobrir de onde venho.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Entra sol e cai sereno, e a vida fica mais vida...






Por ela eu rondo cantando...
Por ela eu rondo cantando...