Sou eu...
Sou eu que ponteia a tropa que vem na volta da estrada.
Sou eu...
Sou eu que reponto a eguada que vem na frente do gado.
Sou eu...
Sou eu de chapéu tapeado sustentando meu destino teatino.
Sou eu...
Me vou...
Me vou num grito de "venha", querendo chamar pra mim,
Anseios...
Anseios de não ser fim junto ao fundo do horizonte.
Me vou...
Me vou no mesmo reponte razões pra tanto buscando
Tropeando me vou...
Assim sou eu, e me vou entre o que sinto e o que vejo.
Coisas da sina de andejo, manhas do indio tropeiro.
Desta tropa eu sou ponteiro e o grito de "venha" é meu...
Assim sou eu, e me vou...
Talvez...
Talvez num quarto de ronda eu lembre de algo esquecido.
Talvez...
Talvez encontre algo perdido no clarão de alguma estrela.
Que talvez...
Talvez eu deseje tê-la junto a mim pra ser rainha.
Só minha, talvez...
Mas sei...
Sei que um dia serei tropa no reponte de um sorriso.
Eu sei...
Sei que tudo que preciso se resume nesse encanto.
Terei...
Terei o que adoro tanto e o que sempre me faz fiador.
A minha flor, terei...
Talvez as coisas que sei sejam muito pouco ainda,
Mas é por ti minha linda e por algo que a mim me indago,
Que de tropa em tropa eu vago e o grito de venha é meu...
É porque assim sou eu, e me vou...
terça-feira, 30 de junho de 2009
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