
já deixei de ser poeta há algum tempo.
já deixei de fazer versos sem sentido...
as ideias se misturam as obrigações, e o menino que era eu antes de tudo,
ficou perdido.
ficou pra tras uma historia
que de tao amarga, era linda.
eu mesmo, reconheço as cores, das esferas pálidas
que teci na vida.
eu sinto saudade de um adeus distante
de acretitar em tudo e nao deixar abater.
vivi descaminhos, andei, feri, bati e apanhei, e enfim, "tô" aqui,
pra me deixar vencer.
eu tenho tudo o que quero,
mas o que mais quero, nao tenho,
incondicional alternativa pra conseguir fazer de um sonho,
um andar sem freio.
eu que jamais plantei versos
sem acretidar no meu chão,
pra fecundar a semente, germinar a esperança e florescer poesia,
petrifiquei meu coração.
enclausurei-me aqui dentro,
cerrei firme a mirada,
não busco mais horizontes, naão vejo mais esperanças, não vivo além dos limites,
não vou além da minha estrada.


